Ispiah o naipe do Big Bosta Brasil 12

Agora dia 10 começa mais um BBB. Como ocorre todo início de ano, até março veremos gente falando muito mal do programa mas não perdendo um episódio. Também veremos muita gente achincalhando a trupe de Bialce, falando que o programa é cultura inútil, que quem vê é desocupado e whiskas sachê... mas que sabem de tudo o que ocorre dentro da casa. Eu sou fã declarado e nunca escondi que meu sonho é participar do programa...
Hoje foi divulgada a lista de participantes e, PASMEM: Boninho acha que Brasil se resume a Sul e Sudeste. Comparem o número de candidatos do Norte e Nordeste em todas as edições com os do Sul e Sudeste e verão que não há nem argumento válido que desqualifique minha ideia de protecionismo que a Globo e o Bolorinho (sim, porque Boninho tem cara de bolor de alimentos...) insistem em disseminar.
O BBB começa só dia 10 e, até lá, a gente vai se divertindo com o naipe de alguns participantes:
(clique para ampliar)

Da esquerda para direita
CIMA: Fernanda, Jakeline, João, João Maurício, Jonas, Kelly
BAIXO: Laisa, Mayara, Netinho, Rafa, Renata, Yuri

Vambora analisar essa cambada?
Fernanda, Laisa e Kelly, aparentemente tem o mesmo estereótipo: gatas, malhadas e com cara de que querem curtir. SE, e somente SE o povo estiver com vontade de repetir uma dobradinha de BBB's (deixando uma periguete até a final, vide Maria), elas até tem chance. Caso contrário, vão ser apenas alimento para closes nadegais e baixaria a base de muita vodca, ice e tequila nas festas.
Mayara e João: parecem ser alternativinhos, moderninhos, new age e gotta felling. Se tem futuro? Provavelmente não. Serão os chatos que acham que sabem de tudo e que farão questão de ler o dicionário só para usar palavras que ninguém conhece, para aparentarem ser cultos e falar de quem "não tem conteúdo".
Rafa e Yuri: os ogros da edição. Deverão ser alvo das periguetes, que adoram homens com pegada, bem diferente dos próximos dois concorrentes. E só.
João Maurício e Jonas: os gostosões do pedaço. Tem a beleza, tem o corpo mas provavelmente não possuem a atitude. se comportarão mais como crianções do que como homens, o que os fará conquistar colegas e não amigos. Jonas tem futuro SE e somente SE resolver seguir a linha Kadu, Embora eu ache que vai ser um Eliéser da vida...
Jakeline: precisa comentar alguém que vai contra a corrente do bom gosto e da naturalidade, portando um nome do tipo JaKKKKKeline??Sei não, tem cara de sonsa, mas deve ser uma naja...
Netinho: alguém que se apresenta no diminutivo, com o mesmo nome de um cantor de axé e outro de  pagode não pode ser coisa interessante. Tem cara de coxinha, deve ser muito coxinha na vida real e provavelmente vai se comportar como o coxinha MASTER dentro da casa!
Renata: a típica modelo. Já repararam que no BBB, quando não colocam uma típica modelo colocam uma Miss? Isso quando não colocam os dois tipos juntos. Deve engatar um romance, fazer pose de sofrida e chegar até a final com ares de boa moça.

Só eu ou mais alguém tá achando tudo muito BORING??? Deixa um comentário aê...

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Colhões pra que te quero...

Acabei de acessar meu e-mail que há dias nem me incomodava em ver. Apenas 150 mensagens novas entre Bibamigos, Correntes de natal e ano novo (e aqui faço uma ressalva, coloquei todas em spam então quem enviou nem tente novamente...), atualizações do face e particulares. No meio dessa parafernália mensagística, encontro um que me chamou a atenção: de uma ex-aluno, atual colega de profississão que, tirando a fase em que ela era obrigada a se comunicar comigo por mensagens virtuais, nunca me mandou e-mail algum.
Era sobre um link de uma matéria do G1 (aqui) sobre os problemas que algumas pessoas tiveram ao postar coisas inapropriadas no Facebook (Livro de Róstos em inglês). Não entendi mas respondi...
Não é segredo de ninguém que tenho o facebook faz muito tempo mas comecei à usa-lo há pouco. Não me interessava muito mas, com a derrocada que houve no orkut, senti necessidade de migrar para o face. Sinais da necessidade da inclusão tecnológica que temos nos dias de hoje, enfim...
O mais engraçado é o tom irônico (e isso que me fez um ponto de interrogação em minha cabeça) como essa moça finaliza a mensagem: "De uma humilde bibliotecária de Rio Grande...". Sinto cheiro de mágoas passadas.
Quem me acompanha no Face e no Blog sabe que não tenho papas da língua. Sabe que não tenho medo de expressão opinião, mesmo que essa seja a mais controversa. Se instiguei um debate, me dou por satisfeito. Agora, o que não aceito é gente complacente querendo dar uma de engajada. Isso não adimito. Ainda mais se quiser me dar lição de moral. Tanto que explico Aqui e Aqui o porque deixei de lado a história do ridículo concurso de Rio Grande (sim, porque pra mim de nada adianta irem pra Fórum de Bib. Escolares falar que chamarão 16 pessoas se no Edital está apenas 1... e é essa a obrigação deles...). Inclusive já me estressei muito por causa disso, mas não me importo: prefiro me estressar com os outros do que me decepcionar comigo...
O mais engraçado é ver que esse assunto provavelmente ainda rende. E que as pessoas não colocam a mão na consciência e se submetem a qualquer coisa por uma vaga. Inclusive abrir mão de uma luta da classe. Se foi isso o que aocnteceu? Não sei. Eu ACHO. Agora o mistério na realidade é: Por que aconteceu? Por que uma pessoa manda para outra um link de uma matéria de problemas com a justiça sobre atualizações do Face? Ameaça? Aviso? Não sei. Esperemos...
Mas é bom deixar claro: falta de ética, para mim, é um bibliotecário em um cargo público acuar outro por ser cobrado por explicações. Falta de ética é, ao ser pressionado por explicações, uma bibliotecário usar de seu cargo para denegrir a imagem de quem o cobra. Isso é falta de ética. Quem achar que eu falto com a ética, me passe o link de um post ou atualização do face que eu cite o nome de alguém ou falte de um fato ao qual eu não posso provar. Se isso ocorrer, escrevo um extenso texto pedindo perdão...
Concluindo, só queria dizer que quem se sente incomodado que não siga e não acesse.  Não existe contrato de obrigatoriedade. É só dar unfollow. Agora, só não me culpe por ter um espírito inquieto que não me contento com pouco e que abr mão de um cargo público medíocre para ir atrás de uma oportunidade em que eu me sinta valorizado e prestigiado. Eu não sou humilde, eu me valorizo. E lamento muito se nem todo mundo tem colhões para isso. Só me sinto no direito de, durante a ceia de natal, não ser incomodado por mensagens aleatórias...

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Vamos, pelo menos, Respeitar o Respeito por favor?

Bom dia, caros telespec.

Estou aqui, em pleno sábado, 8 da manhã acordado. Sim, ACORADO. Não por minha vontade, mas sim porque não tive escolha. Estou chegando à conclusão de que, na sociedade de hoje, não existe mais respeito com o próximo, apenas consigo (e as vezes nem isso)... Explico.
Tenho um vizinho. Na realidade, tenho vários. Mas tem um em particular. Ele mora embaixo do meu apartamento.
Meu zinho toca violão. Ou acha que toca. Por que são sempre as mesmas músicas: Smels Like a Teen Spirit, Sweet Child on Mine e Eu sei. E ele toca essas músicas insistentemente e ininterruptamente nos piores horários.
Esse meu vizinho parece autista. Ele se fecha no mundo dele e acha que o resto não existe. E daí alguém tem que puxá-lo para a realidade. E quem fez esse papel? EU.
Ele também trabalha na prefeitura, o que me faz acreditar que o expediente dele termina junto com o meu: 17:30. Ele chega em casa por volta das 18:00. E NÃO pega o violão. O que fica fazendo eu não sei, mas ele nem toca no violão. Daí, por volta das 23:00/23:30 ele resolve dar uma de artista e virar um Yamandú Costa alemão: toca, cantarola, bate o pézinho no chão. E o pior: eu ouço tudo.
Juro que não me incomodaria se isso acontecesse às 18, 19, 20 horas. Mas 23:00 eu já estou dormindo. E ele SEMPRE acaba me acordando. Até ontem...
Ontem eu fiz barraco (bem a minha cara). Ele começou a tocar violão 06:30 da manhã. Eu acordaria às 07 para o trabalho. Mas acordei às 06:30 com o barulho de violão desafinado. Então fiz barraco, desci, bati na porta dele, reclamei (o que o levou a fazer cara de paisagem). Ele se achou no direito de gritar que estava "no quarto dele, e fazia o que queria". Só que nisso o resto do pessoal também já tinha acordado. Daí eu virei o jogo: perguntei a cada um que olhava como eles se sentiam por serem acordados contra a vontade? Claro que todo mundo virou os olhos e não falou nada. Se espera algo mais desse povinho? Eu, não mais.
Então, num acesso de raiva ao ouvir o tal vizinho dizer: "Os incomodados que se retirem" eu deixei pular da minha boca: VAI TOMAR NO C*, OTÁRIO!
É sabido que hoje vivemos numa sociedade que confundo democracia com utopia. Que não diferencia liberdade de expressão com senso de responsabilidade. E isso aparece em todos os lugares que frequentamos: casa, trabalho, escola.
Eu sempre brinco que "maldita é a inclusão social, que baixou os preços dos celulares". Quem nunca teve a infelicidade de viajar em um ônibus (pode ser metrô também), com algum idiota escutando música no celular SEM fone de ouvido? E quando é mais de um?
Hoje a filosofia parece ser: enquanto eu não estiver ME INCOMODANDO, faço o que quero. Mas não é assim. Democracia não é fazer o que quer, dizer o que quer. Isso é utopia (e sim,eu sei que a total democracia sempre vai ser utópica). Nessa democracia que as pessoas querem viver hoje, um racista pode chamar um negro de macaco sem ser preso. Um homofóbico pode dar com uma lâmpada no rosto de um gay sem sofrer consequências. Um pedófilo pode caçar criancinhas na internet sem se preocupar com as leis. E eu repudio isso.
Hoje, em pleno sábado fui acordado às 07:30 pelo mesmo vizinho, tocando as mesmas músicas com a mesma desafinação. Fiz diferente. Levantei-me, liguei o computador nas músicas que eu sei que não tenho tom agudo suficiente para cantar e comecei a entoar as canções. Fui interpelado pela dona 10 minutos depois, sobre reclamações dos vizinhos. Minha resposta: "Querida, só estou exercitando meus dons artísticos. Eu vou fazer uma dupla de voz e violão com o vizinho debaixo e, enquanto ele puder ensaiar com o violão dele e me acordar, eu tenho o mesmo direito de ensaiar com a minha voz e acordar os outros".
ela saiu dali com a promessa de resolver o assunto até segunda feira, dando um ultimado ao tal vizinho...

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E o livro velho, serve para que?

Bom dia gurizada. Espero que estejam todos bem, melhor do que eu (o que é provavelmente fácil e possivelmente a verdade). Não que eu esteja mal, mas poderia estar melhor, muito melhor.

Hoje vamos falar da nossa área de formação. Nossa de quem tem a biblioteconomia/documentação por formação, claro. Até porque, o blog que foi criado para acompanhar os reality shows do brasil e do mundo (meu vício, confesso...), fez mais outras coisas do que propriamente isso.
Esses dias, conversando com uma colega no Livro de Róstos (facebook), a Mari  (ou OMari ou Adocica para os íntimos), entramos em um assunto delicado: o descarte de obras "defasadas" por uma biblioteca. Ela, que trabalha em uma biblioteca de Escola Técnica (pelo que entendi) que não se emancipou da Universidade, está tendo dificuldades para se livrar de uma pilha de carcaças. Carcaças, para quem não sabe, é o nome que eu dou para um amontoado de livros sem utilidade para o público alvo da biblioteca, que estão defasados física ou tematicamente. Segunda a Mari, ela já fez contato com todas as escolas do município e não conseguiu se livrar do entojo...
Pois bem, eu fiz diferente. Trabalhando em uma biblioteca pública que é extremamente limitada em relação aos recursos, eu tirei tudo o que não me servia das estantes (e devo confessar que, embora tenha sido criterioso na escolha das obras, fui totalmente parcial pois levei em conta o que eu achava desnecessário) e coloquei na caixa de recortes. Sim amigos: sabe aquele amontoado de livro velho, mofado e que apresentavam grafia como pharmácia, photo e afins? Tudo pra recorte. Eu sabia que se pedisse pra jogar fora, não iam deixar. Então recorri ao ato mais correto da contemporaneidade: RECICLAGEM. Já fiz dois murais, um porta caneta e algumas capas com colagem de mosaico só com recorte de livros velhos.
É uma hipocrisia essa gente que quer guardar esse monte de tranqueira e porcaria. Gente, livro não é material permanente, é de consumo. Pelo menos é isso que expressa a lei do livro, embora muitos bibliotecários canastrões adorem o fato de uma biblioteca cheia (mesmo que seja só de porcarias). Daí vem os mais xiitas, com seus capuzes, tochas e foices, ao estilo Klux Klux Klan esbravejar "SEU LOUCO, COMO VOCÊ FAZ ISSO COM UM MONTE DE LIVRO". Faço e assumo. E além do mais, me orgulho da minha coragem. A obrigação do depósito legal é da Biblioteca Nacional, que deve ter uma infinidade de pessoas trabalhando para zelar pela bibliografia publicada em território nacional. A Biblioteca em que trabalho não tem obrigação de se tornar um "Museu de Obras Antigas". Me formei bibliotecário, e não enfermeiro de livro velho, pra trabalhar em um Asilo Bibliográfico.
Não tenho porque deixar incorporado ao acervo enciclopédias que falam que homossexualismo é doença e que masturbação causa aspectos físicos. Muito menos livros que possuem 7 duplicatas totalmente defasadas fisicamente e que não são retirados da estante pelo menos nos últimos dois anos.
O que me dá mais raiva é que, se um bibliotecário coloca um livro fora, como bem disse a Mari, a mídia corre para mostrar, o povo corre para criticar e o poder público mete o pau (no sentido figurado, claro).  Entretanto, a mesma mídia e poder público não se importam com casos como o de muitos bibliotecários, que trabalham nem com o mínimo de recursos possíveis para o desenvolvimento decente de suas competências (e aqui não tenho vergonha de me incluir, uma vez que terei de fazer à mão toda a sinalização da biblioteca, incluindo etiquetas de livros...).
Ou seja: que bibliotecário monstruoso é esse que coloca um monte de livro fora com tanta gente com "fome de ler"!?! Gente, acorda: o povo tem fome de arroz e feijão, de pão e de chocolate bom na páscoa. E o mais engraçado é que, 90% dos falso moralistas que criticam o ato de descarte são aqueles que procuram as informações que necessitam, na maioria das vezes - PASMEM - NA INTERNET. É ridículo. É deprimente. Mas é A CARA de coisa de bibliotecário: criticar sempre, se mover pra mudar nunca.
Então, vamos parar com essa mania de achar que livro, depois que entra na biblioteca, só pode ser descartado do acervo em caso de furto/extravio. Isso é negligente e prejudicial ao nosso público e ao nosso serviço. Livro tem data de validade, tem vida útil, seja pelo assunto do qual trata, seja por sua defasagem física. E vamos parar, bibliotecários, de ficar apontando quem faz descarte de obras. Cada um sabe a realidade em que vive. Cada um sabe as necessidades do seu público (ou se não sabe, deveria pelo menos tentar saber). Livro tem que ser jogado fora sim, igual iogurte fora da validade. Ou então, caso queira aproveitá-los, recicle igual fazemos com garrafa pet.Garanto que se alguém se importar, com certeza vai ser pelo fato de você não ter utilizado essa técnica de mosaico com recortes de livros antes.

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E a nossa Britney, cadê?

Finalmente, na noite do dia 18, pude presenciar um momento histórico pelo qual eu esperava durante 11 anos: o show da Britney Spears. Realmente, era uma coisa que eu queria muito vivenciar. Era algo pelo qual eu não sabia descrever o sentimento toda vez que eu pensava em vê-la na minha frente, em cima do palco. Infelizmente, nem tudo são flores. E os contras pesaram bastante para minha avaliação final do espetáculo...
Primeiro: visualmente o show é perfeito. Claro, levando em consideração os padrões nacionais de espetáculo e sabendo que, a estrutura nacional para esses espetáculos não é das melhores. O palco mesmo, comparado ao dos outros locais da turnê, é bem pequeno. Mas enfim, Brasil né?
Entretanto, um espetáculo desses não se resume apenas ao visual (e sim, não é um show, é um espetáculo... que são coisas diferentes). E é nessa parte em que o espetáculo peca. A Britney tem domínio de palco? Sim. A Britney está feliz fazendo o que ela faz? Aparentemente sim. A Britney está com a corda toda? Longe disso. Há partes em que a sonolência transborda em seus movimentos. E isso complica o desenvolvimento do espetáculo.
A maior parte do tempo, em seus movimentos mais mirabolantes, ela se debruça sobre os dançarinos, que fazem as partes mais difíceis. Ela não parece estar disposta a “suar a camiseta de verdade” e sim apenas fazer o seu trabalho. Há momentos (e não são poucos) em que a coreografia se resume à movimentar os braços, dispensando qualquer movimento mais elaborado.
Quanto à forma física da cantora, há três pontos que devem ser abordados: ela não está gorda. Ponto. Por mais que digam “A Britney está gorda”, é mentira de quem não sabe a diferença entre ser gordo e ter gordura localizada. Ela tem a barriga flácida e, aparentemente, bastante marcada por estrias e celulites (provavelmente causadas pelas duas gravidezes seguidas e pelo açúcar e gorduras ingeridas incontrolavelmente durante muito tempo). O terceiro é mais delicado: Britney não parece se importar em desconstruir o modelo de beleza imposto. Ela mostra a barriga, deixa filmarem seu corpo deliciosamente imperfeito por inteiro e não fica se escondendo atrás de uma pele oleosa e impregnada de laquê de cabelo para esconder as celulites e estrias. Assim como não aparenta querer recorrer à plásticas ou malhação pesada para consertar o que acha que não está errado, apenas para agradar aos outros. Simples assim.
Fazendo um espetáculo totalmente marcado, que não dá espaço para o improviso, nem mesmo quando os fãs abafam sua voz com gritos histéricos de “We Love You”, Britney fez um show bonito, interessante e emocionante, mas que empolga mesmo só quem é fã e conhece pelo menos 90% da setlist total. Para quem foi por “curtir a musica” ou para os acompanhantes, que não eram poucos, foi um show morno e marcado por um comportamento distante da estrela internacional.
Como fã, posso dizer que ir a um show da Britney foi como ir assistir um espetáculo de stand up sabendo todas as piadas que seriam contadas: nós rimos, achamos graça, mas não somos envolvidos totalmente por aquele universo. Isso não me faz menos fã, apenas me faz critico o suficiente para perceber que talvez, nesse momento, o show da Britney seja puro entretenimento, onde a emoção de vê-la em minha frente parece ser a maior do local.

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E o ex-presidente Lula (molusco), hein?

Caros telespec. O Brasil é um país irônico não é mesmo. Vocês não tem noção da quantidade de besteiras que eu ando lendo apenas pelo fato do ex-presidente Lula estar com câncer. Explico...
Já começa pelo fato do Lula estar com câncer, que pelo que li, não é dos mais agressivos e com o tratamento que está fazendo, tem quase 90% de chances de se salvar. Muito bom, sorte e sucesso. Fim.
Entretanto, há uma facção soturna nos meios de comunicação que insiste em retaliar outros meios de comunicação, fazendo a tão conhecida "oposição por oposição". Tudo começou quando pessoas começaram a postar no twitter frases do tipo "Se o lula tá com câncer, porque não vai pro sus ao invés do sírio libanês" ou então "ué, esse não era o cara que tinha orgulho do sus? porque não se trata no sus agora?". Eu respondo, caros amigos: porque ele é político. E isso já resolve a maioria das questões.
É muito triste perceber que a sociedade brasileira se solidariza com uma pessoa pública em um momento triste e delicado como esse, e literalmente CAGA pro vizinho que está mutilando o corpo por causa da mesma doença, só porque ele não é famoso. Não que Lula e Reynaldo Gianechinni não mereçam nossa solidariedade (só pra citar os casos mais pontuais). Mas é que chega um momento em que a humanidade tem que se perguntar: pra que babar ovo por duas pessoas que vão morrer unica e exclusivamente se tiverem que morrer, se for a hora delas, quando existem milhões que não possuem condições de tratamento que aquelas possuem. É muito fácil jornalista fascista, que também não se trata no SUS, escrever artigo criticando a postura "maquiavélica e mórbida" do brasileiro, rogando para que o tratamento de Lula fosse no SUS. Isso, pra mim, só evidencia duas coisas: que o Lula sabe que se for pro SUS, mesmo sendo um câncer mediano, ele provavelmente vai morrer e que o jornalista sabe que o SUS é uma bosta. Ponto.
Acho que todo político deveria se tratar no SUS. TODOS. Assim como os filhos de TODOS deveriam estudar em Escola pública. E não só para dar uma lição nessa corja, e sim para eles poderem avaliar onde deve ser empregado o dinheiro que roubam.
O câncer do Lula se transformou no novo bebê da Wanessa (assunto para o próximo post): todo o barulho feito em volta do assunto vai ser briga comprada pela mídia.
e eu fico me perguntando: o que faz uma população se juntar para fazer novena por um câncer curável, em uma pessoa pública e com meios de fazer os melhores tratamentos, em um dos melhores hospitais do Brasil... e ficar quieta para as filas do SUS, os erros médicos e a falta de atendimento e material na saúde pública?
Já sei, é só virar pro lado e fazer de conta que não é com você.

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Machismo tem limite?

Caros leitores. O que é isso que estamos vivendo ultimamente? As vezes eu me recuso a acreditar que faço parte da espécie Homo Sapien. Sério! Certo dia ouvi de uma conhecida, ao comentar uma fofoquinha de algum artista da TV "Não assisto TV, sou super desatualizada. Não tenho estômago pra encarar a realidade". Na hora fiquei FULO da vida: como uma pessoa pode ser tão alienada e se desligar do mundo pra assistir somente Discovery Kids (por causa do filho, lógico)???
Mas pensando friamente, não é que ela tem razão? Explico...

Alguém viu o caso Rhanna, estudante de direito que teve o braço quebrado por um sujeito simplesmente porque se negou à dar continuidade ao ato do flerte? Sim meus caros: o criminoso (por que é isso que ele é) quebrou o braço de uma mulher que disse NÃO. Ou o caso da Dani, outra moça que estava numa boate em Belo Horizonte e que, ao ir comprar uma bebida, foi abordada por outro maníaco que, ao ser dispensado com um não, a segurou, puxou seu cabelo e a tocou no vagina, por baixo da saia, sem o consentimento da vítima. E ainda foi defendido pelo segurança e pelo dono da boate.
É ofensivo. É grotesco. É nojento. É humano. E isso não é motivo de orgulho. Não é de hoje que alguns homens acham que pelo fato de serem homens, simplesmente podem fazer e dizer o que quiser. É como se existisse um pensamento: "Mulher que usa esse tipo de roupa é puta", "Mulher que vai pra balada sozinha quer dar". Ridículo. É uma política de choque: qualquer coisa que as mulheres façam que esteja de algum motivo relacionada ao fato de elas estarem desprotegidas ou em uma situação de defesa, as fazem automaticamente vítimas do pensamento retrógrado e criminoso de certos machos. Como se ser macho fosse comprovado por meio da quantidade de vezes que você ejaculou em uma mulher.
Daí, estava me lembrando de certa vez que levei algumas alunas à um bar. Elas, claro, super produzidas e prontas para diversão. Isso mesmo: DIVERSÃO. Acredito que uma ou outra até quisesse ficar com alguém (são solteiras, proibir porque?) mas a maioria queria dançar, curtir, rir e se divertir. Mas, infelizmente os caras não pensaram assim. Ao ver uma grupo grande de mulheres, no meio do qual eu me perdia facilmente (era o único homem), alguns começaram a AGREDIR as meninas: eram passadas de mão, "encoxadas", papinhos medonhos de homem que quer esvaziar o saco com outra coisa a não ser sua própria mão e por aí vai...
Tive que arrecadar o rebanho e partir para o hotel sem ao menos aproveitar a festa.
E daí eu vejo um número imenso de mulheres defendendo esse comportamento dos ditos "machos", consentindo para que braços sejam quebrados. Achando justo uma mulher, por andar com uma roupa curta e provocante, ser agredida sexualmente porque o maníaco não conseguiu conter o tesão ou resolver o problema sozinho.
E daí eu vejo tanta gente falando mal de gays, como se estes não pudessem ser homens. Como se ser macho fosse exclusivamente questão de sexualidade. Como se ser masculino dependesse unicamente de introduzir sua ferramenta peniana em uma vagina.
Desculpe sociedade fascista, mas com esse exemplar de macho que a maioria canoniza veladamente todo dia, eu realmente não quero fazer parte da casta.

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Concurso de Rio Grande

Boa tarde, caros telespec.

Estou aqui, em minha casa, tomando meu energético depois de 2 horas de academia, quando resolvo, em chat com alguns "amigos" escrever sobre um assunto muito comentado ultimamente: o Concurso da cidade de Rio Grande. Ou seria A PIADA em forma de concurso público? Acho que a segunda opção é bem melhor...
Primeira coisa: EU RI MUITO. E tenho que admitir: não só da cara do Sr. secretário, que me ameaça de processo só porque eu cobrei respostas. Mas de quem foi fazer. E desculpem se muitos dos que foram fazer são meus amigos, colegas, ex-alunos, pessoas queridas e fifis e haters: VOCÊS FORAM OS PALHAÇOS DESSE CIRCO. Claro que aqui eu falo do concurso para Bibliotecário. Enfim...
Dizem por aí, de fonte segura que algumas pessoas (misteriosamente) receberam o cartão de resposta APENAS 50 minutos após o início da prova, enquanto outras já estavam com o seu ali, disponível. Também sei de gente que não tinha nome na lista, mas tinha pago o boleto. Gente que não pagou o boleto mas fez a prova. E gente que não teve inscrição homologada mas que fez a prova mesmo assim. Isso em todo o concurso, claro.
Daí eu me pergunto: Cadê a classe Bibliotecária agora? Cadê as pessoas que reclamam por 0,1 décimo em uma prova ou trabalho mas pra um concurso vergonhoso e que subestima nossa inteligência ficam igual hiena, comendo merda e rindo? Cadê @s rebeldes que dizem que fazem e acontecem mas assistem de camarote a INJUSTIÇA se perpetuar?
Claro, é mais fácil encrencar com um substituto do que com o Secretário né? é mais fácil se meter a besta com a Biblioteconomia da FURG do que com a Prefeitura de Rio Grande, não é mesmo? É mais cômodo ficar bancando a moral de cuecas (ou seriam calcinhas?!?) com um Bacharel do que com um Doutor?
E críticas... Quantas críticas li e fiquei sabendo. "Rodrigo não tem o que fazer". "Aquele lá é metido e acha que todo mundo tem que ir no barco dele". "Aquele insuportável? Agora quer defender a classe?"
Já fiz muita merda na minha vida. Já cometi erros. tanto pessoais como profissionais. Já trabalhei pelo simples fato de ganhar dinheiro, pouco me importando com o resto. Hoje eu cresci. esse não é o objetivo da vida: errar, aprender com os erros e evoluir? Involuída é essa gente, que fica se prendendo ao passado e fica te julgando por coisas que você nem tinha maturidade pra entender o porque fez.
Mas voltando ao concurso, é bom encontrar muitos colegas e ouvir "poxa, aquilo foi uma vergonha". "Tu nem sabe que nojo que me deu daquele concurso". Deu nojo, é? Que pena... Enquanto tu choras, eu dou gargalhada. Por que, quando TODO MUNDO teve a chance de se unir e enfrentar uma situação que estava sim errada (e agora parece que todo mundo voltou a enxergar né?), o que fizeram? SE CALARAM e faziam que nem me conheciam.
E sabe pra onde estou indo esse mês? SANTA CATARINA. E sabem porque? PASSEI EM UM CONCURSO 3 VEZES MELHOR QUE ESSE AQUI. Vocês me viram no dia da prova? NÃO! Meu nome estava na listagem? DEUS ME LIVRE! E sabe porque? Não pelo salário, porque cada um sabe onde o sapato aperta e não cabe a mim julgar isso. Mas sim pelo orgulho, pela justiça. Por saber que um Bibliotecário em uma Secretaria não teve a honra de prestar contas com seus iguais. Por saber que ele não teve a humildade de reconhecer o erro e ainda tentou calar a UNICA voz que o enfrentou. Tentou não né, conseguiu.
E eu? Continuo RINDO. E sabem porquê? Não me contento com esmola, com miséria e nem com mediocridade. Continuo rindo porque, enquanto meus colegas agora vão voltando aos poucos, ficando on-line no msn e me mandando SMS, eu estou indo embora, me afastando da gentalha que me repudiou. E podem achar que isso é dor de cotovelo. Não meus queridos: é HONRA. Por que pra mim, todo mundo que banalizou minha atitude em relação ao Secretário e ao concurso, deve ser tratado por mim da mesma maneira como trato o tal secretário: com total escárnio!
Beijos a todos, e se quiserem me visitar em santa catarina, podem ir. Acabo de construir uma casa à 3 quarteirões da praia e estou em processo de compra de um apartamento na Serra Catarinense, com vista aos pomares.

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Calando a voz uníssona de um só


Salve, galerinha tranqüila. É tão engraçado manter um blog. E não pelo fato que você quase poder escrever tudo o que quiser (sim, porque eu sou um daqueles que acredita que internet NÃO é terra de ninguém, e que confundir liberdade de expressão com agressão alheia é um dos erros mais graves dos internautas), mas sim porque as vezes você pensa que não tem sobre o que escrever, e escreve qualquer coisa. E isso acaba repercutindo MUITO. E aquele outro texto, que você passou horas pesquisando, passa batido com ZERO comentários. Ou seja, é irônico.. Enfim.
Estou aqui porque, até que me provem o contrário, esse espaço é MEU (depois de ser do blogspot, claro) e acho que aqui posso me expressar livremente. Aprendi já que o importante é “não citar o nome de ninguém, nem insinuar que tal pessoal fez algo que não fez”. Então, tudo o que será publicado a seguir eu tenho sim como provar, camaradas.
O negócio é o seguinte: estou com uma ameaça de processo! =>TODOS CRENTE MORRE!
Porque? Simples...
No dia 13 de agosto, tive acesso ao Edital para provimento de cargos do Município de Rio Grande/RS. Sou bibliotecário com muito orgulho, mesmo a minha profissão sendo alvo constante do “Biblioquê?”. Mas, enfim... Nesse edital consta que há 1 vaga para bibliotecário e que essa vaga possui vencimentos de aproximadamente R$ 980,00. Ainda, expressa que a vaga obedece regime estatutário, La La La, Le  Le Le e whiskas sachê.
Fiquei revoltado. Por que? Além de estar num município que possui um dos maiores desenvolvimentos sociais e econômicos do Estado do RS (e mesmo assim oferece esse salário de fome), já havia dois anos que eram divulgadas que seriam abertas 16 vagas para o cargo de bibliotecário. OBS: divulgação essa feita por pessoas ligadas à administração pública. Fulo da vida, fui lá contatar colegas de profissão e acabei escrevendo uma mensagem, repudiando os vencimentos, o numero de vagas e solicitando o auxilio dos colegas para que juntos cobrássemos uma retificação do edital.
Só que, infelizmente, cometi um erro. Enviei, ao Secretário da Educação e Cultura, que outrora foi meu professor na Universidade, o e-mail. E para seu e-mail pessoal. E aí eu descobri o significado da expressão “pulo do gato”. Fui acusado, entre outras coisas, de não fazer uso dos meios certos para me comunicar com órgãos da administração pública, assim como de seus respectivos representantes. Pelo que entendi, é uma forma meio torta de decoro...
Acabei mantendo mais 3 mensagens de contato com o Secretário, dessa vez pelo e-mail oficial da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e em TODAS as mensagens, o cara fez questão de achar pêlo em ovo: interpretava uma palavra a sua maneira e cobrava retratação. Abriu até processo administrativo na Prefeitura (pelo menos é o que diz na mensagem...) e disse que se eu não enviasse uma retratação que ele considerasse suficiente (ou seja, eu deveria escrever uma mensagem com a visão DELE de erro, e não com a minha) ele iria abrir um processo.
E estava armado o circo. De repente minha mensagem de cobrança virou uma arma que feriu a moral de um profissional, mesmo o nome dele não sendo citado uma única vez como culpado do ocorrido. Fui visto como o inconveniente por colegas que outrora – PASMEM – me incentivaram a tomar tal atitude. Fui julgado por colegas de trabalho que até então, dois meses atrás, eram só elogios ao meu trabalho. E assim eu sigo a vida.
E porque tocar nesse assunto? Simples, caros telespec! Por que mais uma vez conseguem calar a voz da parte mais fraca com acuação. Foi tiro de tanto lado diferente que se eu esperasse os gatilhos serem apertados, eu viraria uma peneira. Fui acusado de coisas que não fiz, não disse e não escrevi. Tudo pela interpretação errônea de uma pessoa cheia de “pré-conceitos” em relação a mim.
E daí vão dizer – como eu já ouvi – que eu deveria não ter baixado a cabeça. Colegas, isso é muito bonito na televisão, onde o mocinho sofre mas se dá bem no final: eu estou passando por dois momentos extremamente delicados, um de foro pessoal e outro de foro profissional. Não posso me dar ao luxo de enfrentar processos (no plural mesmo) judiciais. É muito legal ser o mártir quando você apenas levanta a bandeira, mas não é tão doce quando você faz a bandeira.
Eu não sei no que vai dar. Não sei se eu realmente serei processado (até porque ainda não recebi intimação alguma) ou se fui abençoado com o dom da anistia. Só sei que fui ameaçado. Que fui pressionado a pedir desculpas senão o caldo ia entornar. E eu sim tenho medo, porque tenho 25 anos. Início de carreira. Perspectivas de mestrado e doutorado. E infelizmente na minha área, todo mundo se conhece. E tudo tem Q.I. E não é sobre quociente de inteligência que estou falando...
Daí me lembrei da Lola Aranovich. Que resolveu peitar o Marcelo TasSEACHANDO e foi perseguida, fuzilada, execrada... mas que soube dar importância pra quem realmente importava: quem lia seu blog, quem sabia do que se tratava, e a quem não importava se ela era gorda, se era pobre ou rica, se aparecia na TV toda segunda com um programa chinfrim expondo a própria filha pra ficar bem com causas LGBTT. Enfrentou de cabeça erguida a pressão – que não devia ser pouca, convenhamos – de enfrentar um ser que tem a mídia a sua disposição. O que é um blog pessoal contra um canal de televisão?
Por isso eu digo: o dia que eu crescer, quero ter a fibra da @lolaescreva , só pra poder lutar pelos meus princípios sem me importar com as conseqüências dessa luta na minha vida pessoal e profissional.
Por hora, ainda não tenho maturidade para tanto. Mas eu chego lá...

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CQC e PQP: Tem realmente diferença?

Bom...hoje é sério. Muito sério. Hoje não venho aqui fazer piada com a Xuxa, nem falar de AmNTP e muito menos do novo Cd da Britney - e sim, eu já fiz muitos posts legais e interessantes, que só serviram ou pra me tacarem pedra ou pra ninguém comentar. E foram perdidos pelo Blogspot. Vai saber...
Mas hoje é importante. Existe uma luta tácita entre Lola Aronovichi e o Marcelo Tas. Pra quem não conhece as partes, eu deixo mais visível: Lola é professora universitária, blogueira assídua e feminista. Marcelo Tas é comediante, apresentador de Tv e alter Ego do Prof. Tibúrcio, do extinto Rá-Tim-Bum. A questão: certos tipos de piadas.
Vamos tentar contextualizar: Lola se põe contra certos tipos de piadas, principalmente de cunho preconceituoso, machistas e afins... Tas prega o humor "politicamente incorreto" e a liberdade de expressão.
E o que nós temos com isso? TUDO.
O problema ocorreu após um texto de Lola chamado  "CQC Anti-Amamentação, vai pra PQP" em que destrincha toda a falta de comedimento dos integrantes do suposto programa de humor em realizar certos tipos de piadas em que só acham graça os que não conseguem mensurar a profundidade daqueles comentários. Pois bem. Tas agora quer processar Lola pelos comentários no texto. E eu os pergunto: cadê a liberdade de expressão, Sr. Tas?
Até pouco tempo atrás, o mesmo Tas era contra a Lei que impedia os comediantes de fazerem piadas com políticos. Por que? Metade das piadas dos comediantes iam para o beleléu. Tem graça nisso? Pro Tas não.
Mas tem graça em querer processar uma professora blogueira que expressa sua opinião, embasando-a em fatos. Faltaram fatos, Sr. Tas? Eu ajudo.
Em abril, se não me engano, o Sr. levou ao seu programa o Dep. Bolsonaro, o qual participou de um quadro em que respondia perguntas do povo. Nesse quadro, o Dep. Bolsonaro deixou bem claro toda a sua ignorância, hipocrisia e demência em relação à vários assuntos, incluindo homossexualidade, etnias e afins.
Num outro programa, de 2010 se me recordo bem, o Sr. Tas e sua cambada referiram-se à atriz pornográfica Pamela Butt como sendo uma prostituta, e fizeram chacota com isso, querendo dizer que não há diferença. Ou seja: constrangimento e humilhação em rede nacional.
E daí eu pergunto: o Sr. Tas se sentiu ofendido pelos comentários do Dep. Bolsonaro, mas os negros não podem se sentir ofendidos pelo fato do Rafinha Bastos tê-los chamado de macacos? Pamela Butt, atriz pornô, não pôde se sentir ofendidas por ser chamada de prostituta e ser humilhada no ar? Hebe não pôde se sentir constrangida e atacada por Danilo Gentilli ter se referido à ela, que superava um câncer, de múmia loira? 
A sim, né Sr. Tas, nesses casos estão querendo calar a voz da comédia. Estão querendo censurar as piadas. Estão querendo controlar o que pode ou não ser engraçado. Mas o Senhor, Mr TASeachando, pode querer calar a voz de uma blogueira.
É midia que o Sr. quer? Acredito que não, pois já a tem. É justiça? Ok. Apoio. Então, na edição dessa segunda, dia 13 de junho, proiba seus colegas de fazer qualquer tipo de piada racista, machista, ofensiva e tal.
Dê o exemplo. Não queria passar por bom samaritano, que não cola. Nada disso cola, Sr. Tas. O Sr. exclama que foi ofendido, sendo que vivemos num país com uma das maiores miscigenações, e que se sentiu sim ofendido pelos comentários racistas que vocês fizeram sobre negros. Vivemos num país em que judeus vieram fugidos do Holocausto, então retrate-se e faça se retratar quem brincou com o que ocorreu em  Auschwitz. 
Só nos faça um favor, Sr. Tas, nos poupe dessa sua ignorância e de seus ímpetos pseudo Iluministas. Nos poupe também do seu programa, que mais virou um amontoado de piadas emuladas do Twitter e encontradas em blogs pessois na Internê. Nos poupe também da sua busca por justiça, pois se assim o fosse, ela começaria pelo próprio CQC, que iria pra PQP e a Band mandaria toda a sua corja SiFuDê.
OBS: Meu nome é Rodrigo Gonçalves da Rocha. Se quiser, pode processar mais um. Alias, me dê um motivo pra pesquisar todo o tipo de piada/comentário racista, homofóbico e segregador que a sua corja fez até hoje para processá-los também.
E siga meu conselho: volte a ser o professor Tibúrcio. Você era muito mais engraçado naquele tempo...

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